"Orgulho de ter lutado. Lutei contra instintos que nascerão comigo e florescerão com o passar dos anos. Até feio citar uma palavra que envolve flores para falar de algo assim. Mas tenho orgulho de mim mesma, de ter subido as paredes do poço, fincado unhas, com as mãos sangrando e os olhos cheios não mais de dor, só de garra. Era quase raiva. Não posso chamar de vingança, mas era quase isso. Um desejo gigante de mostrar ao cansaço e ao desespero que eu chagaria ao fim por vingança, por raiva, para mostrar que eu sou capaz. Cada dia mais dois centímetros, que fosse. Uma subida. Encarei, não larguei. Desisti duas vezes e passei pelo mesmo destino, repeti o erro, aprendi. Mas hoje, digo, orgulho de mim. Eu venci uma luta que era só minha, só comigo, só com os meus próprios instintos. Eu não venci nada além de mim mesma."