DERRELIÇÃO
Priscila Yamaguchi Leal. 19 anos. Natural de São Paulo, passageira em Assis. Tenho vocação para várias coisas, mas escolhi um caminho. Aluna do curso de Letras na Unesp/Assis - Faculdade de Ciências e Letras. Beletrista por natureza. Palavras. Palavras são as quais eu não sei viver sem. Palavras provavelmente é meu talento. E como já disse Clarice Lispector "Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, isto é, pode-se ser chamado e não saber como ir." Meus pais são divorciados. Tenho um meio-irmão, por parte de pai. Noventa por cento do tempo eu estou passando por algum problema, por uma situação incomoda ou de extrema felicidade. Eu sou intensa. Sou tudo ao extremo. Eu vivo na beirada de um abismo sem fim, meus sentimentos são ponta de precipício. Tudo muda, o tempo todo, e tenho aprendido a conviver com isso a cada dia que passa, e me sinto grata por ser alguém melhor hoje ao entender essas situações. Eu acho errado falar tão descaradamente sobre mim, porque de fato a magia está em me conhecer. E as pessoas não tem o privilégio de me conhecer assim, de pronto. Leva tempo, leva tato, leva sabedoria e paciência. Me conhecer é mais do que saber sobre as minhas manias ou os meus sonhos, saber quem eu sou significa reparar nos meus mínimos detalhes que me constroem e o meu dia-a-dia. Eu tenho amigos... poucos, mesmo. Colegas eu tenho de monte. Apreciadores? Talvez alguns. Paixões eu tive a minha vida inteira, e continuarei a ter. Minhas paixões não se resumem só a pessoas, mas a coisas e momentos, a tudo. Sou uma eterna apaixonada. Mas, acima de tudo, eu sou prática. Meus dramas são novelescos. Minhas declarações são românticas. Minhas risadas escandalosas. Meus ódios são eternos. Meus amores são imensos. Minhas palavras são a minha verdade, realidade, meu mundo, minha esperança, minha vontade, meus pensamentos, minha vida... Eu sou o que sinto e sou meus ideais... eu sou uma construção eterna.
"Orgulho de ter lutado. Lutei contra instintos que nascerão comigo e florescerão com o passar dos anos. Até feio citar uma palavra que envolve flores para falar de algo assim. Mas tenho orgulho de mim mesma, de ter subido as paredes do poço, fincado unhas, com as mãos sangrando e os olhos cheios não mais de dor, só de garra. Era quase raiva. Não posso chamar de vingança, mas era quase isso. Um desejo gigante de mostrar ao cansaço e ao desespero que eu chagaria ao fim por vingança, por raiva, para mostrar que eu sou capaz. Cada dia mais dois centímetros, que fosse. Uma subida. Encarei, não larguei. Desisti duas vezes e passei pelo mesmo destino, repeti o erro, aprendi. Mas hoje, digo, orgulho de mim. Eu venci uma luta que era só minha, só comigo, só com os meus próprios instintos. Eu não venci nada além de mim mesma."
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    1. 5 notesTimestamp: Saturday 2012/06/09 4:42:03pyamaguchi
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